Alguma vez olhou para o espelho e sentiu que a pessoa que está do outro lado não é suficiente? Que os outros parecem lidar melhor com a vida, com as relações, com o trabalho? Se a sua resposta é sim, saiba que não está sozinho e, mais importante, saiba que isso pode mudar.
A autoestima é um dos temas mais presentes no meu trabalho como Hipno terapeuta e mentor. E faz todo o sentido: vivemos numa sociedade que nos empurra constantemente para a comparação, para a performance, para o “mostrar”. Nesse ambiente, é muito fácil perder de vista quem realmente somos e o quanto valemos.
Como aumentar a autoestima é uma pergunta que ouço com muita frequência. Na sociedade em que vivemos, competitiva e exibicionista, o tema da autoestima e da comparação com os outros é um assunto que permeia com intensidade crescente nas nossas vidas. Mas é possível aumentar a autoestima, melhorá-la e reforçá-la. Explico-lhe neste artigo.
O que é a Autoestima?
Antes de falar em melhorar, é importante perceber do que estamos a falar.
A autoestima é, essencialmente, a opinião que temos de nós próprios. É a resposta interna à pergunta: “Quanto me valorizo?” Inclui a forma como nos vemos, o quanto nos aprovamos, a confiança que depositamos nas nossas capacidades e até a ternura (ou a rigidez) com que nos tratamos nos momentos difíceis.
Não é vaidade. Não é arrogância. É o alicerce sobre o qual construímos tudo o resto: as nossas relações, as nossas escolhas, a nossa capacidade de enfrentar os desafios do dia a dia.
A Autoestima pode ser trabalhada e melhorada
Uma das primeiras coisas que gosto de dizer às pessoas que chegam ao meu consultório com esta questão é: a autoestima não nasceu consigo. E pode ser trabalhada!
A psicologia confirma isso mesmo. A autoestima é uma construção dinâmica, maleável, mensurável e, acima de tudo, transformável. Não está gravada nos genes nem selada pela infância para sempre. Claro que as nossas experiências passadas nos moldam profundamente, mas não nos definem de forma permanente.
Isto é, ao mesmo tempo, libertador e desafiante. Libertador porque abre possibilidades. Desafiante porque exige trabalho, um trabalho interior, honesto e, claro, acompanhado.

Por que razão a Autoestima baixa?
Ao longo da vida, vamos acumulando experiências que nos ensinam como nos ver. E a verdade é que nem todas essas lições são gentis.
Críticas repetidas, relações conflituosas, objetivos que nunca pareceram estar ao alcance, a sensação de sermos sempre “menos” do que o esperado: tudo isto vai deixando marcas. Com o tempo, podemos começar a acreditar, de forma quase automática, que não somos suficientes, que somos essencialmente “errados”.
O problema é que essa voz interior na grande maioria das veze não corresponde à realidade. É uma distorção, uma imagem construída à base de feridas antigas e expectativas que nem sequer eram nossas para começar.
Como começar a reconstruir a Autoestima
Não existe uma fórmula mágica, mas existem caminhos. Aqui ficam alguns dos pontos de partida que considero muito importantes:
Reconheça os seus sucessos, mesmo os pequenos
Tendemos a desvalorizar as nossas conquistas e a amplificar os nossos erros. Este desequilíbrio é um dos maiores inimigos da autoestima. Comece a notar e reconhecer o que faz bem, o que conseguiu e o esforço que colocou. Não precisa de ganhar nenhum prémio, basta prestar atenção.

Redefina a sua relação com o fracasso
Esta é, para mim, uma das mudanças mais poderosas que uma pessoa pode fazer.
A vida não é uma sequência ininterrupta de vitórias. Nunca foi, para ninguém, independentemente do que as redes sociais possam sugerir. Sucessos e fracassos alternam-se, e é precisamente essa alternância que nos vai construindo.
Falhar não é ser derrotado, é sim ter tentado. É estar em movimento! Quando algo corre mal, a pergunta mais útil que pode fazer a si mesmo não é “o que é que há de errado comigo?”, mas sim: “O que posso aprender com isto?”
Esta simples mudança de perspetiva, que na hipnoterapia e no aconselhamento trabalhamos de forma profunda, pode transformar completamente a forma como se relaciona consigo mesmo.
Pratique a Autocompaixão
Muitas vezes, somos mais duros connosco do que seríamos com qualquer outra pessoa. Tratamo-nos com uma severidade que jamais aplicariamos a um amigo próximo.
A autocompaixão não é fraqueza nem complacência. É a capacidade de reconhecer a nossa humanidade: imperfeita, vulnerável e, ao mesmo tempo, preciosa. É olhar para os nossos erros, sem nos destruirmos por isso.
Cuidado com as comparações
Comparar-se com os outros é um hábito tão natural quanto destrutivo. O problema é que raramente comparamos coisas equivalentes: comparamos o nosso interior, os nossos medos, dúvidas e fragilidades , com o exterior dos outros, que é sempre a versão mais polida e apresentável.
A única comparação verdadeiramente útil é com a versão de si mesmo de ontem.
Procure apoio especializado
Quando a baixa autoestima é crónica, quando interfere com as relações, com o trabalho, com o simples prazer de viver, é importante não tentar resolver tudo sozinho.
A hipnoterapia e a mentoria são ferramentas poderosas precisamente porque permitem aceder a camadas mais profundas: as crenças limitantes que estão na origem do problema, muitas vezes formadas em contextos que já não existem, mas cujo eco ainda ressoa no presente.

A perfeição não existe, o Crescimento sim!
Uma das coisas que aprendi , tanto na minha prática clínica como na minha própria vida, é que o objetivo não é tornarmo-nos perfeitos. É tornarmo-nos mais nós próprios: mais conscientes, mais compassivos, mais livres das vozes que nos limitam.
A autoestima saudável não é a convicção de que somos os melhores. É a tranquilidade de saber que somos suficientes e que, mesmo quando erramos, continuamos a merecer respeito, cuidado e oportunidades de crescer.
Se sente que este é um trabalho que precisa de fazer, estou aqui para o acompanhar nessa jornada. Tem questões sobre este tema ou gostaria de perceber como a hipnoterapia e o aconselhamento podem ajudá-lo a trabalhar a sua autoestima?
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